Os pombos pertencem à família Columbidae, que inclui cerca de 300 espécies de aves. Os mais comuns são os pombos domésticos. Estes e o pombo-correio são descendentes do pombo-das-rochas (Columba livia), nativo das zonas rochosas do Mediterrâneo.
Distribuição e abundância
Embora a variante doméstica dos pombos esteja presente por todo o território e seja geralmente abundante, o mesmo não acontece com o pombo-das-rochas. Esta espécie tornou-se globalmente rara, confinada a pequenos núcleos em zonas rochosas costeiras e de interior.
Para mais informações, visite o site da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPA), aqui.
O pombo-torcaz (torquaz ou trocaz) Columba palumbus), por outro lado, é muito comum na Europa e o de maior porte. Pode atingir mais de 40 centímetros de comprimento e a sua distinta plumagem é cinzenta com manchas brancas nas asas e no pescoço.
Detalhes adicionais poderão ser encontrados no site da SPA, aqui
Na Madeira existe uma espécie endémica (Columba trocaz), associada à floresta Laurissilva. Atinge cerca de 40 centímetros de comprimento e apresenta uma plumagem escura, com uma marca branca no pescoço.
Impacto ambiental e adaptação urbana
Nas cidades ao redor do mundo, os pombos são uma presença constante. Enquanto alguns admiram a sua resiliência e adaptabilidade, outros consideram-nos pragas que, para além de sujar, causam danos.
Devido à abundância de alimento e locais de nidificação, as cidades oferecem um habitat favorável. Os restos de comida deixados por humanos, quer em lixeiras, quer nas ruas, oferecem uma fonte de sustento constante, fazendo com que estas aves deixem de procurar na natureza alimentos adequados à sua dieta, como grãos, frutos e insetos.
Os pombos, assim como outras aves, desempenham um papel importante na natureza, ajudando na dispersão de sementes através das fezes. No entanto, os seus dejetos são ácidos e podem causar danos às estruturas urbanas. Curiosamente, na tradição marroquina, as fezes destas aves são utilizadas para amaciar o couro antes do tingimento. Sabiam?
Problemas e soluções
Embora os pombos urbanos possam causar problemas significativos, a escolha das cidades como habitat também lhes traz alguns perigos. Se repararmos, há muitos pombos que acabam com os pés mutilados ou deformados. Já pensaram por que será? Isto deve-se à sujidade que se encontra nas cidades. Entre essa sujidade há, muitas vezes, fios, linhas e até cabelos. Os pombos, ao caminharem nas ruas, vão enroscando os pés neles. O resultado é ficarem sem circulação e, nalguns casos perderem os pés e dedos.
Estes problemas destacam a necessidade de um equilíbrio entre manter a saúde e limpeza das cidades e a coexistência com estas aves. Medidas essenciais passarão por restringir os locais favoráveis à construção de ninhos e eliminar o lixo que possa atrair tanto os pombos como outros animais.
Reflexão final
Os pombos têm uma longa história de convivência com os humanos. No antigo Egito, por exemplo, eram usados para avisar da subida das águas do rio Nilo. Durante as guerras mundiais, os famosos pombos-correio desempenharam papéis cruciais, enviando mensagens importantes para as tropas aliadas. Até houve alguns condecorados. Sabiam?
Os pombos urbanos exemplificam a capacidade da natureza se adaptar aos ambientes criados pelo homem. Serão realmente vilões, ou pragas? Ou será que a mudança do seu habitat é responsabilidade dos humanos?
Que acham?

Sobre mim

Teresa Dangerfield
Sou escritora
quando prendo as palavras para criar mantas de sentido.
e sou poeta
quando as palavras que junto me emprestam magia.