𝙋𝙝𝙤𝙩𝙤 𝙗𝙮 𝘼𝙣𝙖𝙨𝙩𝙖𝙨𝙞𝙖 𝙎𝙝𝙪𝙧𝙖𝙚𝙫𝙖: 𝙝𝙩𝙩𝙥𝙨://𝙬𝙬𝙬.𝙥𝙚𝙭𝙚𝙡𝙨.𝙘𝙤𝙢
"Pumba, catrapumba! Maria atirou a escova do cabelo para o chão. Deitou as mãos à cabeça e despenteou-se.
— Nunca vou ser uma bailarina de verdade! — disse, olhando-se ao espelho que tinha no canto do quarto, de braços cruzados, língua de fora e franzido a testa.
— Vem cá! Vou mostrar-te o que não consegues ver.
— Quem está a falar? — Maria olhou em redor, desconfiada.
— Sou eu! Não me faças caretas!
— Estão a brincar comigo ou quê? És tu, Tomás? Sempre te achaste engraçadinho!
— O teu irmão foi para o treino de futebol. Sou eu, o espelho!
Maria esfregou os olhos e tentou pôr-se em pontas. (...)"
Teresa Dangerfield
Este é o início do meu conto infantojuvenil O Espelho, publicado na Revista Palavrar, nº6, edição de janeiro 2024, pp. 67-69.
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Sobre mim

Teresa Dangerfield
Sou escritora
quando prendo as palavras para criar mantas de sentido.
e sou poeta
quando as palavras que junto me emprestam magia.

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