Nem sempre se ganha, nem sempre se perde.

"A mãe pusera-lhe o nome de Eduardo, como o avô. Na escola, todos lhe chamavam Betboy. Do avô herdara as sardas e o cabelo ruivo encaracolado, que lhe dava um certo ar matreiro, mas a obsessão que tinha em fazer apostas, essa não se sabe de onde vinha.

Eduardo adorava competir em tudo, fossem jogos de tabuleiro, corridas com os amigos, ou notas nos testes da escola. Gostava de desafiar quem podia e fazer apostas, e ambicionava ser o primeiro em tudo. Por isso, passaram a chamar-lhe Betboy. "

Teresa Dangerfield

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PALAVRAR, Número 5

agosto 2023

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Sobre mim

Teresa Dangerfield

Sou escritora

quando prendo as palavras para criar mantas de sentido.

e  sou poeta

quando as palavras que junto me emprestam magia.

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