Como surgiu o conto A Dona Ermelinda
Quando comecei a escrever os contos de A Magia de Luna na Cidade das Flores, percebi que a Luna precisava de uma história que ajudasse os leitores a conhecê-la melhor.
Quem era a Dona Ermelinda, de quem ela tantas vezes fala? Por que razão passou a viver com o Fernando? E o que terá acontecido à casa onde viveu durante tantos anos?
Foi dessas perguntas que nasceu A Dona Ermelinda.
Ao contrário de outros contos, aqui não parti de uma notícia ou de um acontecimento específico. Queria sobretudo contar um pouco do passado da Luna e dar a conhecer melhor algumas personagens que aparecem ao longo do livro, como o caso do Fernando.
Foi também uma oportunidade para apresentar os esquilos Banzé e Laranjinhas, que observam tudo o que acontece na Cidade das Flores e têm sempre uma opinião a dar. Além disso, a casa da Dona Ermelinda, que parece ter ficado para trás, acabará por ser tema da história seguinte.
Outro tema que quis abordar foi a vida nos lares. Muitas crianças têm avós ou familiares a viver nestes locais e nem sempre compreendem bem o que sentem as pessoas quando deixam a sua casa e as suas rotinas. A Dona Ermelinda sente saudades da sua Luna, do seu jardim e da vida que tinha, mas continua a encontrar alegria nas visitas do Fernando e nas notícias que vai recebendo.
Escolhi escrever parte da história em forma de diário porque me pareceu uma forma mais próxima de mostrar os pensamentos e emoções da D. Ermelinda. Através das suas palavras, vamos descobrindo mais pormenores sobre os contos anteriores e percebendo como a Luna continua presente na sua vida.
Mas talvez aquilo de que mais gosto nesta história seja o facto de mostrar uma característica muito especial da Luna. Com a sua "magia", acaba por aproximar pessoas, levar alegria aos residentes do lar e provocar mudanças que ninguém esperava. Sem sequer se aperceber disso, recorda a todos a importância da companhia, do afeto e dos pequenos gestos de carinho.
Se lerem A Dona Ermelinda, talvez descubram que esta é uma história sobre saudade, amizade e afeto, mas também sobre a forma como a Luna consegue unir pessoas e levar um pouco de alegria a quem dela precisa.
Como sempre, ficarei muito feliz por saber o que acharam.
Teresa Dangerfield

Sobre mim

Teresa Dangerfield
Sou escritora
quando prendo as palavras para criar mantas de sentido.
e sou poeta
quando as palavras que junto me emprestam magia.

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