· Os pombos pertencem à família Columbidae,que inclui cerca de 300 espécies de aves.
· Os pesquisadores acreditam que os movimentos feitos pelos pombos com a cabeça, ao andarem, são sincronizados com as ações das pernas para dar estabilidade e equilíbrio aos seus corpos. É um comportamento característico apenas das aves que andam regularmente no chão (observado, por exemplo, também nas galinhas). Esse movimento pode comparar-se à movimentação dos braços nos seres humanos.
· São aves monogâmicas. Nidificam no verão e na primavera. Têm cinco a seis ninhadas por ano, geralmente com dois filhotes cada.
· Os ovos são incubados por ambos os pais, por um período de 16 a 19 dias.
· Os seus predadores incluem algumas espécies de aves de rapina, como por exemplo, falcões ou gaviões, corujas e corvos.
· As crias e ovos são vulneráveis a felinos selvagens ou gatos domésticos, no caso dos pombos que habitam as cidades.
· Podem viver cerca de 15 anos nos meios silvestres, mas de três a cinco nas cidades.
· No seu habitat natural, constroem os ninhos em fendas de rochas em áreas montanhosas.
· Em ambiente natural, alimentam-se de insetos, grãos, frutas e sementes. Dessa forma, realizam o controle populacional dos insetos e a dispersão de algumas sementes.
· Nas cidades, alimentam-se dos desperdícios de comida.
· Podem ouvir frequências de ultrassom e ver espectros de infravermelho e ultravioleta.
· Têm uma visão tão aguçada que conseguem ver um grão de milho a 200 metros de distância!
· Podem voar a uma velocidade de 60 km /hora.
· Existem estudos que demonstraram que os pombos têm uma excelente memória e podem reconhecer rostos humanos.
Onde encontrar mais informações sobre os pombos: https://www.avesdeportugal.info/colliv/
POMBOS-CORREIO
Os pombos-correio são aves singulares. Embora semelhantes visualmente aos pombos comuns, apresentam uma estrutura corporal mais avantajada, que lhes permite voar até 800km por dia.
Como é que sabem onde levar as mensagens?
São muito apegados ao local onde vivem. Sempre que são levados para um local distante, voltam para casa.
Como sabem a direção? A ciência tem colocado várias hipóteses, mas sem nenhuma certeza.
Há quem afirme que herdaram o sentido de orientação das aves migratórias e quem considere que retornam ao ponto de partida graças a uma espécie de bússola interna que serve para os orientar.
O facto é que os pombos-correio provaram ser uma ferramenta valiosa durantes as guerras mundiais, devido à sua capacidade de voar longas distâncias, habilidade de retornar ao ponto de origem e resistência a condições adversas. Por serem pequenos, difíceis de detectar e interceptar, podiam transportar mensagens de maneira discreta e eficiente, o que os tornava ideais para uso em zonas de combate e operações de inteligência. As mensagens iam num minúsculo tubo preso à perna da ave.
Um dos mais famosos foi o pombo Cher Amique, durante a Grande Guerra, ficou conhecido por salvar a vida de quase 200 soldados da 77ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, sendo considerado até hoje um grande heroí.(De início julgava-se tratar-se de uma pomba, mas, após a sua morte, constatou-se que se tratava de um macho).

Imagem: https://americanhistory.si.edu/explore/stories/he-she-or-just-plain-cher-ami-solving-century-old-pigeon-mystery
Em outubro de 1918, durante a ofensiva Meuse-Argonne, o batalhão americano perdeu-se e acabou por ficar cercado por forças alemãs, em território inimigo.
Tentaram enviar vários pombos-correio para pedir ajuda, mas a maioria foi abatida pelos alemães.
Cher Ami, apesar de gravemente ferido durante a sua missão, conseguiu voar mais de 40km, entregando a mensagem que continha a localização do batalhão cercado. Graças a essa mensagem, as forças americanas conseguiram organizar uma operação de resgaste e salvar os soldados.
Após este susto, os médicos do Exército conseguiram manter a vida de Cher Ami. Uma das suas pernas teve de ser amputada — fizeram-lhe uma prótese de madeira — e recebeu cuidados médicos até ao fim da guerra.
Foi condecorado com a Cruz de Guerra pelo governo francês e, quando faleceu, em junho de 1919, o seu corpo foi preservado e exibido no Museu Nacional de História Americana, Smithsonian Institution, em Washington D.C., onde ainda se encontra.

Sobre mim

Teresa Dangerfield
Sou escritora
quando prendo as palavras para criar mantas de sentido.
e sou poeta
quando as palavras que junto me emprestam magia.