Um peluche pode desempenhar um papel importante na vida de uma criança, mas também na de pessoas adultas.
Normalmente feitos de um tecido macio, os peluches proporcionam às crianças uma sensação tátil única, o que não acontece por exemplo com outros brinquedos feitos de materiais mais rígidos. Por serem agradáveis ao toque, transmitem uma sensação de conforto e segurança, levando muitas vezes as crianças a criar um vínculo emocional com os seus peluches, ou com um em particular. É comum que os considerem como amigos ou confidentes. É menos comum acontecer isso com outros brinquedos.
Ao mesmo tempo, a maioria dos peluches são modelados em animais ou personagens do gosto das crianças, tornando-os mais atraentes.
Muitas vezes, as crianças usam os peluches para projetar os seus próprios sentimentos e até os confortam. Isso pode ajudar a desenvolver qualidades como empatia e afetos, enquanto cuidam dos seus amigos de peluche.
Os peluches também são ótimos para estimular a imaginação e a criatividade das crianças. Podem, por exemplo, contar-lhes histórias, atribuir-lhes tarefas, ler para eles, falar com eles e por eles. Acabam por ser companheiros inseparáveis.
Outro papel relevante dos peluches na vida das crianças tem a ver com o conforto que prestam na hora de dormir. Para muitos, o seu companheiro de peluche é aquele que os ajuda a acalmar e a estabelecer uma rotina saudável. Por isso, não é de admirar que uma criança que perde esse companheiro sinta grande ansiedade.
Importa lembrar que nem todas as crianças têm um vínculo forte com os peluches e que estes fazem parte de um conjunto de experiências que contribuem para o desenvolvimento infantil.
Embora muitas vezes os peluches sejam associados apenas a crianças, alguns adultos também têm uma ligação emocional com eles.
Existem estudos que sugerem que os peluches podem fornecer conforto aos adultos, especialmente em situações de stress ou solidão.
Segundo um artigo publicado no diário Daily Mail, edição online de fevereiro de 2012, a cadeia de hotéis britânica Travelodge, ao tentar reunir uma quantidade de ursos de peluche deixados nos quartos dos seus hotéis no Reino Unido e em Espanha, constatou com admiração que muitos pertenciam a adultos. Com a intenção de aprofundar o assunto, foram entrevistados cerca de 6 mil britânicos. Os resultados foram surpreendentes: 35 por cento dos entrevistados admitiram dormir com um urso de peluche, como forma de conseguirem algum conforto, enquanto que 25 por cento dos homens confessaram levar peluches em viagens de negócios. Alguns justificaram essa atitude com o facto de lhes proporcionarem uma lembrança do lar e de os ajudarem a preencher uma sensação de vazio quando longe dos parceiros.
O mesmo estudo também revelou que 50 por cento dos adultos ainda guardam um ursinho de peluche da sua infância — o que prova que a ligação ao peluche preferido é profunda e para a vida — e que a idade média dos ursos de peluche na Grã-Bretanha é de 27 anos.
É certo que nem todos os adultos têm uma ligação emocional a peluches. Além, disso, a opinião pública em relação aos adultos que os têm tende a considerar tal facto incomum ou infantil, de tal forma que alguns não gostam de revelar esse segredo. De facto, o estudo em referência constatou ainda que catorze por cento dos homens casados escondia o seu urso de peluche quando os amigos ou família estavam de visita. De forma semelhante, cerca de um décimo dos solteiros entrevistados admitiram esconder os que tinham, quando as namoradas ficavam em suas casas.
Em resumo, diria que, tanto no caso das crianças como no dos adultos, os peluches desempenham um papel significativo nas vidas daqueles que os possuem: proporcionam conforto e segurança, a meu ver, mais do que qualquer outro brinquedo.
Eu não tive peluches quando era criança, apenas bonecos de plástico. Todavia, mais tarde e já em idade adulta, adquiri alguns (e também me ofereceram outros) que ainda guardo. E vós, leitores? Qual a vossa ligação com os peluches?
Teresa Dangerfield

Sobre mim

Teresa Dangerfield
Sou escritora
quando prendo as palavras para criar mantas de sentido.
e sou poeta
quando as palavras que junto me emprestam magia.

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